Passei alguns anos da minha vida pensando algo em que pudesse acreditar.
Estava certa de três coisas; Do amor que meus pais tinham por mim, de que um dia iria morrer e que o "para sempre" nunca existirá.
É uma pena pois, acreditava naquele amor platônico, onde iríamos nos amar loucamente eternamente; Tal egoísmo me faz entender um trauma de histórias em quadrinhos que me fez iludida por todo esse tempo! Os dias se passaram e crescendo percebi então, que não era essa vida na qual estava esperando.
Grande época em que minha inocência era algo resistente, perceptível, aglomerado aos sentidos ingênuos e isento de culpas. Mente despreparada de uma criança indefesa onde sua maior dúvida era qual o sabor de pirulito escolheria enquanto brincava com suas bonecas ditas velhas...
Hilário seria discordar que os adultos são só crianças maiores, vividos, talvez maduros não mas nos espanta com seu bendito mal humor. Não sendo hipócrita, acredito que nós jovens exprimimos terminantemente sensações ilusórias de movimento em todo nosso corpo, nos deixando delirados em total descontrole de si mesmos, com uma sede de paixões doentes, necessidade do proibido, intenção de ameaça ou intimação, requerer, ordenar, saciar-se.
Tentação súbita de tudo acontecer repentinamente, sem ter que se preocupar com algo, alguém transpassado e a incerteza do amanhã.
Conseguir calcular estes tais problemas de um hebiatra não se é imparável, pouco improvável e nada arriscado; Uma comuna de incertezas que perambula suas cabeças com maneiras prazerosas fazendo algum sentido confidencial. Como quando você soma uma paixão com a nostalgia e a decepção é exato compararmos à um amor não correspondido, gerando uma melancolia individual solipso. Psicológico!